Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 18h20
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Pitacos
A semana começou movimentada em Santa Rosa. Primeiro é a AGCO que demite 134 funcionários e tem outros 166 na lista (sim, porque eram para 300 os demitidos). Depois, vem a reunião do Clube Concórdia, onde 30 pessoas decidiram pela venda do patrimônio. Fechando, tem a reunião do Conselho de Cultura, na quinta, que promete, e muito. Só para citar alguns tópicos.
Quero escrever duas linhas sobre o Clube Concórdia, pavilhão cultural de nossa cidade, tão antigo quanto a vila 14 de julho, sim, porque a Sociedade Lírica Concórdia é de 1919, se não me falha a memória. Tudo vai ao beleléu com a aprovação, em assembléia, da venda da sede social, na Avenida Rio Branco. A Casa Rosa, como ficou conhecida, perdeu o brilho (glamour) de outros tempos, mas ainda assim é uma referência.
A diretoria solicitou avaliação imobiliária para efetuar uma “boa venda”. Fala-se em R$ 3,2 milhões e que há interessados, dois mais precisamente, e claro, são de outras cidades. Investimentos. E, como é típico do capitalismo, visam lucro. Comprarão para que finalidade? Demolir o prédio e pôr espigões? Recuperar a estrutura e torná-la um centro de eventos, como pretendia a FEMA?
Há quem não entenda assim, mas eu e a Cidade Interativa toda, defendemos a ideia de que o prédio deve permanecer em pé, sem alterações externas que venham a desfigurar suas características históricas. Que seja usado comercialmente, mas levando em conta seus 90 anos!
Ah! Só para que conste, a SER Cisne colocou à venda parte de sua área localizada no centro da cidade, na Avenida Santa Cruz, ao lado da sede social.
Horário de verão
Particularmente, não gosto do horário de verão. Mexe demais com o relógio biológico da gente. O Governo implanta e deu. Ainda vou processar a União por danos à saúde.
A tal economia apregoada é nada. No Estado foi de apenas 0,5% durante os quatro meses.
Turno único
Na Prefeitura, ou tem gente demais ou não tem nada para fazer? É isso que se diz quando se implanta ano após ano o horário reduzido de expediente. Sim, porque a economia dita, é falácia.
Lasque-se o cidadão que necessitar dos serviços de novembro a fevereriro.
A briga entre os jornais
Com a venda do Correio do Povo ao grupo Record, este com bala na agulha, acirrou-se a disputa nos meios de mídia impressa aqui no Estado. Foram várias alterações nestes últimos anos, e que devem vir com novos rounds nos próximos meses.
O Grupo RBS deve estrear muito em breve um jornal compacto, uma versão simplificada do impresso diário. O projeto é ousado, como a palavra diz – compactar – para baixar o valor da venda avulsa, chegando a R$ 1,00 (25 centavos mais em conta que o Correio do Povo).
Como resposta imediata, o Correio do Povo avalia um projeto alternativo e mais popular para concorrer com o Diário Gaúcho. A novidade deve ser testada com entrega gratuita.
Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 08h58
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