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Uma leitura sobre a crise econômica... Para não sermos afetados, as maiores expectativas residem, não nesta ordem, na produção agrícola – especialmente soja-, na venda de carne suína, na construção civil e no polo metalmecânico. No que diz respeito à safra de grãos, foi parcialmente comprometida no milho, com reflexos na produção leiteira, mas há uma boa perspectiva em virtude da soja e da quebra provocada pela estiagem na Argentina e no Uruguai, com consequente valorização do produto brasileiro. Salva-se a agricultura e toda a cadeia, incluindo as indústrias. Também, mesmo com sinais de enfraquecimento, o segmento suíno continua mantendo os níveis de empregabilidade e abates, e à espera de novos mercados que possam manter o bom desempenho de anos anteriores. A construção civil, com verbas do FAT e do Governo Federal, mais outros investimentos privados, segue em alta, com novas transações e notícias positivas. A outra grande ponta desta economia regional da Grande Santa Rosa está amarrada no setor metalúrgico, com forte dependência da AGCO e da John Deere. Multinacionais, com negócios no mundo todo e capital focado no lucro imediato, as corporações estão de certa forma acusando o golpe da crise. A AGCO demitiu 155 em dezembro e a John Deere mais de 700 trabalhadores nestes últimos meses. Uma grande personalidade da indústria que tem unidade em Santa Rosa admitiu na semana passada que podem haver demissões, embora nesta semana a direção local tenha dito ao dirigente sindical que por enquanto não haverá dispensas. A notícia tranquiliza, mas não de todo. Preço do dólar, seca na Argentina e no Uruguai, mercados mundiais encolhendo, etc., são evidências da necessidade de manter alerta todos os sentidos. E neste contexto, cabe um sincero elogio às autoridades políticas desta região, incluindo prefeitos, deputados estaduais e federais, entre outros, que viajaram a Brasília nesta semana para manter contatos com quatro ministros do Governo Lula. Chama atenção que desta vez as autoridades, unidas em prol da região, anteciparam-se, pelo menos parcialmente aos eventos. Alertados pelas demissões na John Deere e possíveis desligamentos futuros, os senhores eleitos para representar o povo, fizeram o que deles se esperava: adotaram postura de defesa dos interesses regionais, na esperança de atenuar o quadro que se delineia como negativo. Elogioso o ato, sim, porque antes, esperava-se a sangria para depois levar-se os méritos de estancar o ferimento ou a suposta cura processada. Eis o fato verdadeiramente a festejar-se, por ora.
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 21h42
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Começamos bem! Eu havia pensado em parar de escrever textos para o blog. Pouca leitura e pouco intercâmbio com os amigos. Um certo repensar meu fazer social e literário. Mas aí me vem a indignação e sou obrigado a arriscar algumas linhas.
(A notícia, publicada na íntegra, não poderia passar em branco...)
Praça da Bandeira com nova denominação O presidente da Câmara de Vereadores, Ver. Cláudio Schmidt promulgou no último dia 26 de janeiro a Lei nº 4.484, o qual denomina a antiga Praça da Bandeira como Praça Presidente Getúlio Dorneles Vargas. O projeto de lei foi apresentado pelo vereador Antônio de Paula (PDT) no dia 01 de dezembro de 2008, tramitou pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e foi aprovado pelo plenário nas sessões dos dias 22 e 29 de dezembro. O projeto foi aprovado em função de que o logradouro Público não tinha denominação oficial. A denominação “Praça da Bandeira” foi, ao longo do tempo, utilizada pela população, sendo palco de grandes acontecimentos históricos de Santa Rosa. (Considerações pessoais: então, Praça da Bandeira não pode ser considerado nome? Está aí há exatos 62 anos e não pode ser considerado nome?) Em 1959, durante o Governo Estadual de Leonel Brizola, foi fixado na praça uma cópia da “Carta Testamento” e um busto do ex-presidente Getúlio Dorneles Vargas. É incontestável a biografia do ex-presidente e suas ações em favor do povo brasileiro. (Considerações pessoais: desculpem, mas é contestável sim. Vargas foi ótimo presidente, mas foi ditador e tirano também. Que pena que os “trabalhistas” sempre ignoram isso!) A Lei Orgânica prevê que, no silêncio do prefeito, o presidente do Poder Legislativo faça a promulgação da Lei não sancionada pelo Prefeito Municipal. (Considerações pessoais: o Orlando dormiu no ponto ou não quis a responsabilidade?)
Deixem os mortos em paz! A Praça da Bandeira está aí há mais de 60 anos, é anterior à construção da Prefeitura Velha, uma das primeiras obras do loteamento chamado então de Cidade Alta. Sempre foi a Praça da Bandeira, inclusive os estabelecimentos comerciais que estão nesta travessa (Correios, Rádio Noroeste, Ótica, etc.) são designados com endereço de Praça da Bandeira. Depois de seis décadas vêm dizer que não tem nome oficial... Então o nome dado pelo povo não serve? Sinceramente, espero que o nome jamais caia no gosto do povo, como também não pegou o tal Parque Presidente João Jaques Golart, carinhosamente denominado pelo povo de Parcão (que já foi motivo de texto anterior, visto que ali é apenas uma extensão da Praça 10 de Agosto, e que por sinal, também foi proposta dos trabalhistas.) A Câmara de Vereadores de Santa Rosa volta e meia dá essas resvaladas. Houve época em que em cada sessão autorizavam mais algum quebramola. Depois veio substituições de lâmpadas queimadas. Agora, estamos no tempo das homenagens especiais, menções e denominação de logradouros públicos. Em Santa Rosa têm coisas absurdas, como posto de saúde com nome, rótulas com denominação, etc. Imaginem que a rótula próxima a Farmácia do Pedrinho passa a ser chamada de Fulano de Tal... Um minúsculo círculo de grama em meio ao asfalto com nome.... E isso nada contra o Sr. Homenageado, que deve ser revirar no túmulo com uma dessas. É como se os excelentíssimos dissessem que somos uma cidadezinha no fim do mundo, onde nada há a fazer, ou pelo nada que justifique o mísero salário de R$ 4,3 mil por mês que regiamente recebem, com crise ou sem crise.
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 16h58
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