Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 21h21
[]
[envie esta mensagem]
Fim de Feira do Livro (POA). E daí?
Fim de festa. Refletir à distância é mais complicado, afinal, não estive na Feira este ano. Nas últimas edições sempre consegui uma folga, uma carona e alguns trocados. Este ano não deu. E este ano tínhamos um bom motivo, afinal, “Da Barranca – contos de fronteira” ainda está quentinho.
Charles ganhou menos espaço na mídia que eu esperava. Claro, ele não é político e nem faz política. É o que é. Mas a imprensa da capital poderia estar mais presente, cobrir mais o patrono e alguns debates proporcionados, menos Juremir Machado e XYZ. A eleição também tirou foco. O tal escândalo da LIC também fez sombra. Esperava que a Feira, que a imprensa tirasse mais proveito do “pensador” Charles. Mas é, de certa forma, esperar demais do “santo”.
Ah, sim, chamou atenção outra vez a lista da categoria de livros mais e menos vendidos. No topo, maravilhosamente assentados na imbecilidade coletiva, os auto-isso-auto-aquilo. Na rabeira, com menos de 7% no total dos volumes comercializados, os de ficção. Ler histórias está cada vez mais raro. O negócio é descomplicar mesmo, apostar na facilidade.
E Santa Rosa novamente não teve Feira do Livro. Projeto que ficou para o futuro. Projeto bem menos oneroso que o Musicanto e que não consegue espaço fixo no calendário local. Mudaria, talvez, se houvesse uma política pública de fomento ao livro e aos escritores locais. Muito foi feito, mas muito mais deve ser feito, a começar pela instituição do Conselho Municipal de Cultura e do Fundo Municipal do Livro. Artista deveria viver da sua arte e mendigar para fazê-la, ou pior ainda, pagar para fazê-la. Hora certa para repensar tudo isso.
Concurso de poesias e contos, na UNIVAP.
www.univap.br
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 20h11
[]
[envie esta mensagem]
[ ver mensagens anteriores ]