Governo cansado
Já ataquei mais, já fui mais passional, já estive mais militante... E por isso mesmo, poucas vezes tenho escrito sobre política ou assuntos pertinentes. No entanto, em vista da repercussão da crônica/registro anterior, volto ao tema.
Hoje conversava com um amigo, uma pessoa bastante popular em Santa Rosa, e que sempre fez questão de mostrar-se admirador da política de Vicini, da sua simpatia/carisma e da forma de buscar soluções conciliatórias. Tudo isso é verdade, e tudo isso continua inabalável.
Mas, não passou despercebido que este amigo fez rasgados e velados elogios ao prefeito eleito, Orlando Desconsi. Não à pessoa, mas ao político, à presteza em buscar recursos e mobilidade diante de determinadas situações. Fiquei por mais de meia hora ouvindo, apenas ouvindo e mentalizando. Algo mudara?
Vicini fez um segundo (que na verdade foi terceiro) mandato, com visível cansaço, crises de enxaqueca e dificuldade para administrar brigas de beleza internas que se alongaram até o pleito e que sabidamente interferiram no desempenho da candidata Progressista. Dava clara demonstração de cansaço, certa desilusão, às vezes um acomodar-se ou esmorecer.
Mas não foi Vicini sozinho que andou devagar, que deixou de fazer algumas coisas necessárias e urgentes... Foram os seus que falharam e o deixaram em maus lençóis várias vezes. Esse amigo, de quem escrevi no início do texto, fez críticas severas a determinados diretores, a áreas, citando-as como estagnadas e tocadas por pessoas ou despreparadas ou sem o devido interesse.
Alguns podem pensar ao ler este texto “mas em toda Prefeitura é assim”. Concordo. Mas com gás novo a caminho, percebe-se mais facilmente o quanto algumas carroças atrapalham no fluxo normal do trânsito.
Insisto, Vicini podia mais. Sua gestão foi boa, não excepcional. E se até os amigos de Vicini hoje esperam mais de Orlando, é porque o ciclo realmente findara.
C.Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 19h29
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