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Três frentes para Orlando
Claro, escrevo por minha conta e risco. Mas quero deixar como registro um ponto, três na verdade, onde Vicini não avançou e ficou devendo. Diria mais, o prefeito Vicini deixou de escrever seu nome na história do futuro, ou porque não pôde ou não quis correr riscos. Há que concordar-se que fez uma boa administração, que é seguramente uma das mais expressivas lideranças políticas de Santa Rosa em todos os tempos, mas não é Antônio Carlos Borges. São ciclos diferentes, marcas diferentes, e acentuados: Borges, Terra e Vicini. Borges, ainda é uma lembrança muito viva. Dizia que Vicini poderia ter escrito seu nome na história, de forma diferenciada, assim como o fez Pautilho Palhares, na decisão de construir a prefeitura em meio ao mato, fora do então foco urbano. Ousou e deu certo. Vicini não conseguiu fazer o Centro Cultural, não conseguiu abrir a Avenida América ligando-a com o bairro Cruzeiro, e não aceitou o projeto Tape Porã, da Cidade Interativa. Com estas três obras, teria feito a diferença, de um modo tão especial que nas próximas gerações ainda estaria vivo. Orlando tem esta chance. Resta saber se a aproveitará. Claro que se falará depois, que Vicini deixou a casa em dia, com as contas ajustadas, com projetos encaminhados e tal. Tudo isso é verdade, como é verdade que eu quero comprar um carro, mas se não o fizer, será somente um projeto. É simples, e assim será escrito na história. Se Orlando for perspicaz, olhar o futuro sem compromissos que não sejam os da cidade, fará os três projetos acontecerem. E, levará todo o bônus da empreitada. Eu fecho os olhos e imagino Santa Rosa após estas três obras. Um lugar muito melhor para se viver. E vejo surgir Orlando no mesmo patamar de Pautilho Palhares e Antônio Carlos Borges. A oportunidade está posta. Abraçá-la é outra coisa.
C. Martin
"Risco sobre os guardanapos para que minha boca não se alimente apenas do que se extingue".
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 12h52
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