| |
E quando a campanha terminar?
Acho que alguns amigos gostariam de saber o que penso sobre a campanha eleitoral, até porque neste momento, não estou envolvido com nenhuma das três coligações, e embora, tenha clara a intenção de voto desde o início. Ninguém saiu melhor ou pior no debate promovido pela Rádio Noroeste na terça-feira. De belo mesmo, ficou o respeito entre os simpatizantes em frente ao prédio da emissora, ao final do encontro. Ali, houve respeito. O tom geral, no microfone, não foi amistoso, antes, foi provocativo, com alfinetadas o tempo todo. Elegeram um alvo. E se elegeram, é porque está à frente. E não é preciso pesquisa para comprovar, até porque ou seriam falsificáveis ou seriam interesseiras. É como o Grêmio, que está alvo o tempo todo. É porque está à frente, e de alguma forma isso foi constatado. Ninguém atira no último da fila. Pelos comentários dos “seguidores” todos, os três, estão em primeiro lugar. Que bom, quem sabe assim teremos três prefeitos na próxima gestão. Mas como medir de forma confiável quem está à frente? Você, que lê esse texto agora e nada tem a ver com o “bolor”, como saber quem leva vantagem? Pelas carreatas medir? - Improvável. Elas têm a ver com o dia, o frio, o começo ou fim da campanha, etc Pelas pesquisas medir? - São confiáveis? Pelos redutos eleitorais medir? - Em dois lugares onde andei neste final de semana vi 100% de diferença, porque estava em bairros diferentes. Pela empolgação da militância medir? - Esses não contam... ou são pagos, ou são interessados... Pelas placas nas casas? - Não indicam nada além de dinheiro gasto pelos candidatos... para fazê-las.
Essa eleição mostra um público geral bem menos interessado em debater os efeitos dos programas de rádio e televisão, diria até que há um certo “apagão” geral. Uma quase apatia. E os que comentam, sendo próximos aos “dos santinhos”, vibram; sendo distantes, torcem a cara com certo "cansei de ouvir isso". É que irritam essas demagogias. Irritam as acusações que jogam no ar imagens completamente sectárias dos fatos, pois sempre, independente de qual lado produza o material, põe somente seu lado, o lado que interessa. Além do que, esquecem que estão numa cidade pequena, onde todo mundo sabe de todo mundo, e todos sabem quão bons atores há na telinha.
E o mais incrível disso é que as equipes que coordenam o espetáculo crêem que estão fazendo a coisa certa.
E quando essa “festa” terminar? Quem vai ficar para lavar a louça, ajuntar os copos quebrados e pagar a conta?
C.Martin
DICA Cultural Vale a pena ver a exposição da Marli Bar Colpo, no Centro Cívico. São poucas obras, mas uma bela inovação, algo inusitado, que quebra a monotonia das últimas mostras que vi em Santa Rosa. O conjunto que está unido na mesma linguagem artística é belo, forte e impactante. Só não gostei de misturar dois estilos diferentes de arte. Acho que ela teria ganho se mostrasse apenas um aspecto de sua obra. Mas está de parabéns. Realmente impressionado.
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 16h09
[]
[envie esta mensagem]
(Pós-sonhar)
Fui à lua sem roupas de astronauta.
Ao contato do meu peso a coberta tomou formas refez as curvas
e na madrugada levemente fria imitou o calor do teu corpo.
Pós-sonhar ...mantive os olhos fechados para fingir que dormia.
C.Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 21h21
[]
[envie esta mensagem]
POESIAS no ônibus Até esta quarta-feira eram 151 poemas inscritos no concurso de poemas nos ônibus de Santa Rosa, que também é aberto a poetas e poetisas de outros lugares. Quem quiser mais informações pode entrar em contato com a Secretaria de Cultura pelo fone 3512 6854. As inscrições encerram nesta sexta-feira.
Aluna do Da Paz premiada nacionalmente com poesia Sara Elisa Facchinetto, aluna do 1º ano a do Instituto Sinodal da Paz, participou recentemente do 8º Concurso De Poesias CNEC, evento realizado pela Faculdade Cenecista - Unidade de Capivari, São Paulo, evento de âmbito nacional e também com participação de brasileiros que moram na Inglaterra e Portugal. Ela conquistou o 2º lugar na Categoria Juvenil Rodrigues Abreu com a poesia “Imigrantes” que será publicada na coletânea comemorativa da oitava edição do concurso literário. A cerimônia de lançamento do livro e a premiação dos vencedores do concurso, será no dia 26 de setembro na Casa de Cultura de Capivari/SP. Maiores informações acessem: www.fc.edu.br/poesia/.
C.Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 21h15
[]
[envie esta mensagem]
(Sem título - um poema aos amantes da poesia)
Engavetei a alma
no confim,
na fronteira do possível
longe o suficiente
para não ouvi-la
perto o necessário
para não perdê-la.
C.Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 20h06
[]
[envie esta mensagem]
RESISTÊNCIA , 27 SET, 21h , TEATRO SESC SANTA ROSA
O "gauchismo" em debate. TEMA: Ah! eu sou gaúcho! A pé ou encilhado ? O Olhar de Cyro Martins
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 20h02
[]
[envie esta mensagem]
O clima da campanha
Não acho que esquentou, como estão dizendo. Acho que fedeu mesmo. Só quero ver, depois do fogo passado, como conseguirão conviver na mesma praia os peixes que há muito abandonaram a docilidade.
Livro
Estou lendo “O Silêncio dos Amantes” de Lia Luft. Bom, o livro. Profundo em viagens ao jardim das infâncias e inocências perdidas. Talvez imperdível aos psicólogos, aos psiquiatras, aos pais de um modo geral... Forte, direto, entre o poético e o franco. Gostei, mas entre o título e a obra há um oceano vazio.
Filmes
Há alguns dias escrevi um texto sobre alguns filmes que havia visto, com impacto pessoal. Volto ao tema, como dica a quem curte observar o que se passa no mundo. Havia visto “Cidade do Silêncio”, com Jenifer Lopes, e fiquei impressionado com a crueza dos relatos, das estatísticas e números, da banalidade da vida na região do México que faz fronteira com os Estados Unidos. Simplesmente estarrecedor. E o filme deixa claro que isso ocorre em função da exploração da mão-de-obra, da sórdida atuação norte-americana através de suas grandes empresas. E podem crer, não é diferente na China e outros lugares mundo a fora. Este final de semana vi “Desaparecidos”, que por sinal, transcorre na mesma cidade, em Juarez de La Fronteira, e que mostra a periferia, a pobreza, e principalmente, a pedofilia, o comércio de crianças raptadas em todos os lugares do mundo. O roteiro impressiona, machuca, leva à loucura qualquer ser humano racional. Não que seja tolo a ponto de imaginar que isso não ocorra no Brasil, não. Mas o filme vai fundo na podridão, na conivência das autoridades, na baixeza do homem. Recomendável, para quem tem bom estômago. Necessário, para quem pensa.
C.Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 21h53
[]
[envie esta mensagem]
[ ver mensagens anteriores ]
|