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Mera indagação
Por que tanto fica daquilo que não foi?
A resposta estaria no céu sempre mais estrelado onde reina a escuridão?
C.MARTIN
(POEMA DOIS)
Paixão fica, Amor está!!!
Todo o meu amor é-será para ti. Sempre me inventarei outra vez para ser teu sonho. Sou.
Não foste a única viagem mas és a eterna paisagem fotografada pela menina dos meus olhos. Se andei noutros vales, andei, e só. Contigo habitei céus na terra. E sei que em outros continentes andaste.
Os lábios cerrados não impedem imaginar a língua na boca vermelha. Não há como ignorar as pisadas na lua os sulcos em Marte os fósseis dos dinossauros os casulos das cigarras (enterrados, à espera) mesmo que jamais vinguem.
Não há tempo vazio porque até no dormir algumas imagens dançam atrás da cortina do olhar.
O que foi vira fumaça ao toque implacável do tempo. Vai tudo ao cupim das horas.
Só a paixão fica.
Cinza guardada em vaso ornado com traços de obra de arte e não será lançada fora porque se pegou às paredes trincadas do presente.
A paixão fica. E não dói. É antes, para riso.
O amor não fica. O amor está. E dói. É o agora. É sem improviso.
C.Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 17h53
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Show Seis Vira Doze Acaba Quando: 8 de Março de 2008 Horário: 21 horas Onde: Teatro do SESC Santa Rosa Informações adicionais: Seis vira. Doze acaba. Quando piá, essa era a senha para Cláudio "Coelho" Joner correr para uma pelada. Alguns gols e muitos sons depois, a sentença virou senha de boa música. Antenado que é, Coelho compôs seis canções, virou-as do avesso, deixou-as no varal ao sereno e ao sol, acabou recolhendo 12. Daí surgiu "Seis vira. Doze acaba", o primeiro álbum solo do músico. Se o título remete aos campinhos da infância, aos saudosos LPs – quando era preciso levantar a agulha para ouvir a segunda metade de um disco – o som lembra um pouco um passado não muito distante, lembra que por aqui faz frio, lembra da capacidade de Coelho de criar pequenas gemas. E revela que é possível, sim, estar com Santa Rosa embaixo dos pés, mas com a mente na imensidão. Ou Seis Vira. Doze Acaba! De Cláudio Joner e os Inacabáveis se situa no fim de alguma coisa, das contas, da lida nas margens do Uruguai – rio que tem Brasil e Argentina molhando o noroeste gaúcho, na volta de uma espécie de fim de mundo desperdiçado - despedaço e desespero, despreparo e desapego, pequeno e acolhedor... Pedra, carícia, dor, sem arreglos, com relógios, pentelhos e camelôs, gente de toda sorte, de toda parte, pouca visibilidade, muita previsibilidade e sonhos sobremaneira, mas a terra toda vermelha ajuda a surpreender. Amigos, regalos e varandas, grandes e pequenos espaços, velhos e bons tragos, tudo um tanto familiar. Um santo em cada esquina da alma, a calma como solução, chá com bolacha Maria e a mais fina filosofia possível de pára-choque de caminhão. Campinhos de futebol da infância abrindo cancha em fendas sinápticas, suor e endorfina, calor e adrenalina, meninos e meninas - adultos perversos, gênios a descoberto, bocabertas de plantão, sentidos bem aguçados, açudes de pesque e pague e um tempo bastante inquieto que mais parece um padre fugindo da oração. (Autor incerto. Enviado por Paulo Joner) (O autor, segundo correção do Everton Maciel, diretamente de Pelotas, é do jornalista Ricardo Bonfanti. Registre-se, um excepcional texto. Obrigado, amigo Everton).
O ensino, as escolas particulares e a rede pública O Brasil, ao que tudo indica, engrenou. Há uma década e meia vive-se com economia estável e crescimento econômico, entre lento e moderado, mas crescimento. A região Noroeste do Estado, mais do que o Estado como um todo, no entanto, viveu uma realidade diferente, atingida pelas quebras agrícolas, fechamento do abatedouro de suínos e a sazonalidade no setor metalmecânico. O que isso tudo tem em comum com o segmento educacional? Com o poder econômico da classe média atingido, a Educação sentiu o efeito. Até então, Santa Rosa convivia com escolas particulares fortes, com centenas de alunos, alto padrão de qualidade e atração regional de estudantes. A última década foi especialmente desastrosa neste setor. O Dr. João Dahne fechou. O São João também. As demais, se mantiveram a duras penas, com muito menos alunos, com processos trabalhistas onerando os cofres, com máquinas administrativas pesadas. No ensino superior houve o ingressos dos cursos à distância, também contribuindo de forma decisiva na redução numérica verificada nas tradicionais. Enfim uma boa nova. Refeitas do susto, renovadas em gestões, mais enxutas, as escolas particulares entram 2008 com ânimos novos. Todas festejam matrículas novas, algumas às centenas, como o Dom Bosco, a FEMA e assim por diante. As “bolsas” estão de volta com toda força e contribuem para atrair alunos das classes menos abastadas. No ensino superior o Governo com o Pro-Uni também dá sua contribuição, e há ainda investimentos nos cursos técnicos. No entanto, duas situações afligem quem observa o ensino: a possibilidade de nova estiagem e as emblemáticas nuances da educação pública ofertada pelo Estado. Nos dois, os sinais preocupam. Já há perdas nas lavouras, o que pode gerar nova crise econômica regional e por conseguinte, uma debandada nas escolas particulares. Já nas escolas estaduais, fechamento de unidades de ensino, sucateamento, enturmação e ameaça de greve dos professores, causam pânico nos pais.
C.Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 19h12
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Moacyr Scliar na URI
O Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS) traz a Santo Ângelo o médico e escritor Moacyr Scliar para a Aula Inaugural 2008. A atividade está agendada para o dia 4 de março, oportunidade em que Scliar falará sobre “A inserção da atividade criativa na educação”. A palestra está prevista para as 19h30min, no Prédio 13 do campus e tem o apoio da Universidade. Moacir Scliar tem mais de 70 livros editados e grande parte de sua obra literária já foi traduzida para 15 idiomas. Seus romances mais conhecidos são O Exército de um Homem Só (1973), O Centauro no Jardim (1980) e A Majestade do Xingu (1997). Em 2007, lançou Do Jeito que Nós Vivemos (Ed. Leitura) e Enigmas da Culpa (Ed. Objetiva). Moacyr Scliar é Doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública, membro da Academia Brasileira de Letras e articulista dos jornais Folha de São Paulo, Correio Braziliense e Zero Hora. As inscrições são gratuitas, informações pelo telefone (55) 3312-2615.
(notícia da URI)
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 14h39
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A cultura resiste
Na noite do sábado, 23, uma vez mais o Teatrinho do Sesc foi palco para um insólito encontro que, mês após mês, teima em trazer à tona opiniões, idéias, inquietudes, questionamentos e as mais diversas manifestações artísticas por aqui geradas e experimentadas. Este encontro atende por Resistência. Desta feita, coube ao âncora e produtor do Resistência, Cláudio Coelho Joner, inquirir os convidados Larry Wizniewsky, Rozane Dalsasso e Jane Schoninger sobre ações (e omissões) de fomento cultural praticadas nas esferas governamental, institucional e independente. Rozane Dalsasso, que responde pelo Ministério da Cultura na Região Sul do país, discorreu sobre projetos e propostas do MinC implementados nos últimos anos. Enfatizou a experiência dos Pontos de Cultura (programa de apoio financeiro a atividades culturais independentes já existentes), o aumento progressivo do percentual destinado à cultura no orçamento da União e a necessidade de uma participação mais efetiva dos estados e municípios nesta área (principalmente através dos fundos de cultura, e não apenas valendo-se do mecenato via renúncia fiscal. A coordenadora de cultura do Sesc-RS, Jane Schoninger, reafirmou a proposta atual da entidade de investir na circulação dos mais diversos espetáculos artísticos Rio Grande afora. E ressaltou que o ArteSesc aposta em artistas à margem da grande mídia nacional. Que tenham sorte e persistência nesta empreitada. Por sua vez, Larry Bola Wizniewsky teceu observações sobre a pobreza cultural reinante nas paróquias mais distantes das capitais e o limbo midiático e mercadológico a que ficam condenados a imensa maioria dos artistas brasileiros, dentre eles os mais substanciosos e inovadores. O escultor e ciclista Jeferson Rossi Furtado, além de expor alguns de seus trabalhos, relatou sua mais recente aventura sobre duas rodas: foram 2.000 km pedalando por entre matas, el chaco, desertos, montanhas e salinas. De Santa Rosa a San Pedro de Atacama, no Chile, passando pelas províncias argentinas de Misiones, Corrientes, Chaco, Santiago del Estero, Salta e Jujuy. Tudo isto em apenas dez dias. Deixou uma centena de resistentes com água na boca. Para exemplificar na prática o fazer artístico independente, o grupo Ativar bebeu na diversidade do cancioneiro brasileiro para encenar um esquete em louvor à cultura popular. A poesia fez-se presente nas vozes de Débora e Clairto Martin, que recitaram alguns trechos de seu livro “Metade Sol & Metade Lua”. Clairto aproveitou ainda para fazer um breve balanço do momento cultural santa-rosense. Os cartuns do Mó, o design gráfico do Felipe Capaverde e as intervenções sonoras deste que vos escreve ajudaram a compor o cenário. E para fechar a noite, a consciência rimada e ritmada do hip hop do MDL Guindast 1.2.1. Surpreendente. Daqui a alguns dias, outro Resistência virá.
Schimo - Produtor do Resistência
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 14h38
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