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Debates na Noroeste
A Rádio Noroeste, nas três últimas sextas-feiras à tarde, fez debates abertos à participação dos ouvintes. No dia 15 esteve em pauta o livro. Sorriso, Madril e eu, mais quatro convidados, abordamos o assunto por mais de uma hora. Um ouvinte, apenas um, manifestou-se. É para chorar. Aí abro o jornal no fim de semana e vejo lá que São Paulo vai fechar cinco bibliotecas públicas em virtude do baixo número de leitores. Chocante. Ouso afirmar que se fechassem a biblioteca de Santa Rosa, afora alguns Cidadãos Interativos e alguns detentores de cargos, haveria um chio mínimo. É cruel, mas é verdade. Eu mesmo pouco vou lá. Os jovens então, quase nunca. Inovação. O ente público engessa tudo. Não é esta ou aquela administração. É o público, com todas as suas amarras. O SESI, no Bairro Sulina, tem uma das melhores bibliotecas que eu conheço, atualizada, focada na busca do leitor, buscando apoios empresariais para renovar o acervo. Cobra tarifa mensal, e tem movimento. Inovação.
A parte do debate sobre a Feira do Livro em Santa Rosa, ou melhor, a inexistência contínua dela, foi de longe o melhor momento. Conclusão: só vingará quando surgir uma figura ou entidade capaz de unir SESC, SESI, secretarias de Cultura e Educação, CRE e outros parceiros. Assim, com um puxando e os outros no boicote, nada feito.
Infelizmente, aqui, como em qualquer outro lugar, se espera demais pelo ente público. A ASES fez muito nestes anos. E deixou de fazer outro tanto, por ausência de efetivo. Como todas as entidades, sindicatos, clubes, a ASES pena pelo excesso de individualismo do homem moderno. É preciso fazer mais. Cada um tirar da cachola alguma idéia e levá-la adiante. Um bom exemplo veio esta semana do médico José Faccin. Procurou-me a propor que desenvolvêssemos (ASES, Cidade Interativa, Soluty, e outros parceiros) uma campanha para conseguir revistas (nunca perdem a data de validade mesmo) e depois distribuí-las em escolas de periferia, coletivos urbanos, postos de saúde, etc. Muito legal. A cultura só virá a ferro e fogo. Na insistência. Junte-se aos anônimos.
Em Santa Rosa é assim: os pedestres não conhecem as faixas de segurança. As semáforos para pedestres não funcionam. Os ciclistas voam. As motos têm preferência para podas e ultrapassagens pela direita. Os motoristas de carros e veículos maiores ignoram motoqueiros. Resultado. Trafegar nas nossas ruas é uma arte que exige concentração total.
Pergunta: a hipocrisia entre as nações mundiais é sinônimo de que o homem está igual? Kosovo, China e Cuba (Fidel) são exemplos de como as potências se contradizem de acordo com o peso do ouro. É assim a humanidade?
C.Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 17h54
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(Cuidar do amor)
Dias, meses e anos voam a peso de chumbo a peso de pluma
se chumbo, despencamos se pluma, planamos
se pluma vai, vai, e vem pousar outra vez perto da origem como na palma da mão.
Pluma, plano para pousar outra vez no teu coração.
C.Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 17h52
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