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Bem viver!
Como país, como nação, estamos no limite da barbárie. A violência nas cidades de grande e médio porte extrapola em muito o aceitável do ser humano. Quem vê tropa de Elite e Cidade de Deus sabe que as cenas refletem mal a realidade: o real é bem pior em muitos casos. E infelizmente, o banditismo tomou conta e a violência impressiona menos que o BBB8. Isso todos sabem. Por que escrevo esta coluna, então? Para lembrar a vivência em ilhas de sossego como Santa Rosa. Nem tudo são flores, mas aqui é mais jardim, menos caos. No entanto, continuamos pobres, como região, como povo. A Grande Santa Rosa, as Missões, a Metade Sul e Fronteira vêm falimentar há décadas, em tentativas de sobrevivência. Piorou com a quebra do Estado e com o capital flutuante das grandes empresas que ora estão, ora podem não estar mais. E mais: Santa Rosa é apenas ela, sem vínculos econômicos mais acentuados na região. A microrregião está cada vez mais micro, impotente. A saída é coletiva, classista. A construção do desenvolvimento pode ser mais lenta, desde que duradoura. Os salários pagos aqui deveriam ser condizentes com centros em crescimento, e a aposta deveria estar pautada em qualidade de vida. Quem ficar na região após esta leva migratória precisa mais que direito ao trabalho: precisa lazer, opções de cultura, espaços planejados para a família e renda melhor.
Xxxx O Centro Cívico é “pau pra toda obra” há muito tempo. Sempre com agenda lotada, em geral de médios e pequenos eventos. Há meses com compromissos diários, como agosto e dezembro. E, há muito lideranças de vários setores clamam e sonham com um centro de eventos. Quanto custaria erguer um prédio com tal estrutura? Onde se faria, com localização central privilegiada? Esta é a hora certa para mexer no assunto, à medida que a demolição da Prefeitura Velha prossegue. Não estou sugerindo este terreno, não. O Centro Cultural pode deixar o Centro Cívico vago completamente. O Centro Cultural deve contemplar cinema para 150 pessoas no máximo, um auditório nos moldes do SESC para pequenos eventos, e quem sabe utilizar parte do espaço entre a Biblioteca e a Prefeitura Velha para lotar a Secretraria com seus respectivos departamentos. Depois, sim, viria uma reforma completa, climatização, e até um projeto arquitetônico de reaproveitamento do espaço para transformar o Centro Cívico no Centro de Eventos (bem localizado e com investimento baixo). É pensar Santa Rosa com qualidade de vida, opções de lazer e cultura.
Xxxxxxxx Recebi do amigo Oséias um email com uma pergunta interessante nesta semana: se a tecnologia tem a função de fazer com que ganhemos tempo, porque corremos cada vez mais e temos cada vez menos tempo? Cadê o mate no fim da tarde? Cadê o bate-papo com os amigos no café da esquina? Cadê a tarde para brincar com os filhos? Cadê o tempo? A magia da internet comeu (MSN, Google, blog, sites, etc, etc...).
Xxxxxxxx E não se vive melhor. O estresse mata. A solidão mata. A pressa mata. A ausência de afeto mata. A modernidade inventou o suicídio em vida.
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 17h41
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Cinema ao ar livre no Bairro Planalto
Na noite da próxima quarta-feira, 20 de fevereiro, a magia do cinema vai iluminar a Praça do Bairro Planalto. É o projeto itinerante Roda Cine RGE que estacionará sua tela em solo santa-rosense para divertir e emocionar nossa gente. Redentor, filme de Cláudio Torres, com um elenco recheado de figuras bem conhecidas (Pedro Cardoso, Miguel Falabella, Fernanda Montenegro, Camila Pitanga, Fernando Torres, Stênio Garcia, Enrique Diaz, Mauro Mendonça, Tony Tornado, Lúcio Mauro, Guta Stresser, José Wilker, Fernanda Torres, Domingos de Oliveira) será a atração principal desta noite que ficará gravada na memória de todos que lá comparecerem. O Roda Cine é um projeto do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, realizado pelo IECINE e FUNDACINE. Tem patrocínio da RGE através da Lei de Incentivo à Cultura do RS. A promoção do evento é da OSCIP Cidade Interativa e do Conselho Comunitário do Bairro Planalto. Redentor, no projeto Roda Cine RGE. Quarta-feira, 20h, na Praça do Bairro Planalto. A sessão é gratuita.
FONTE: Cidade Interativa.
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 13h11
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