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Da minha janela...
... quero dizer, do meu ponto de vista. E eu pego pesado, quase sempre. O Beto Kieling (tá de folga!) citou na última crônica a questão dos cinemas. Vou futricar, meter o bedelho, sem ser chamado. Aqui a cultura do cinema afeta o bolso. Sério. Em Porto Alegre, por exemplo, custa duas vezes mais caro e as pessoas não chiam. Aqui, R$ 6,00 e até R$ 3,00 é uma “fortuna”. As pessoas têm grana para balneário, cerveja, pizza, etc e tal, mas não para cinema. Deveria e poderia ser uma opção tão bacana quanto ir à sorveria. E não engorda. E também não é “coisa” de gente chick. Infelizmente, os filmes que levam algum público, ainda são aqueles badalados: Homem-Aranha, X-Man, Dois Filhos de Francisco e alguns desta linha. Ou seja, o entretenimento, o mais light, aqueles sem a mínima obrigação de formar uma roda de amigos no outro dia para comentar, refletir ou mesmo aprofundar a análise. Na verdade, faltam opções. “O empresário do cinema” tem a faca no peito. Se apostar nos filmes “pensantes”, se lasca na ausência de público. Sessões fracas são prego, sem chance de recuperar noutro dia. No verão, então, quando a fatia mais abastada da população debanda, o cinema fica às moscas e em cartaz, pouco de aproveitável. No fundo, a culpa de não termos algo mais variado é do público. E um pouco também das sucessivas administrações municipais porque é difícil fazer cinema em dias e horários vagos na extensa agenda cultural que reserva formaturas, shows e eventos diversos, tudo no mesmo palco. Precisamos do Centro Cultural para ontem, ou de outro local para esse tudo. E claro, a cultura média diminuiu. O pensar deixou de ser algo necessário.
Motos x Carros Trânsito complicado, maus motoristas, pressa exagerada e “Deus nos acuda” na hora do rush. É muita “barbeiragem” para uma cidade tão pequena. As estatísticas não mentem: motos e motoqueiros estão no topo da lista nos acidentes de trânsito. Abusados, enfiados, velozes, etc. E como vingança, os motoristas de automóveis literalmente “passam por cima” sempre que podem: fecham, cortam à frente, etc. É uma verdadeira guerra, onde cada um tenta sobreviver. Multa neles. Multar é bobagem (até porque dói no bolso, e atiça a ira), mas uma campanha cerrada de educação que abordasse pedestres e motoristas após seus erros poderia mudar isso. Ou então, uma campanha radical, de uma ONG ou grupo de amigos, para fechar algumas avenidas nos horários de pico. É martelando que o prego entra.
Sons nos balneários O descanso, a paz, feito nuvem de verão, evaporou em nossos balneários. Em Mauá, pelo que falam há disputa para saber quem pode mais decibéis. Eu e o Pies, com as esposas fomos a Cascatinha (longe pra dedéu, em Alegria), para buscar refúgio na zoeira do carnaval. E lá... som, som, som. No fundo, no fundo, é tudo uma questão de educação, falta de inteligência, de cultura e de bom senso. Cada um na sua, com nada em comum.
Essa tal felicidade “Felicidade não existe. O que existem são momentos felizes”. Quantas vezes você já ouviu esta frase? Centenas de vezes, certo? Stop. É estranho como ela está enraizada na mente das pessoas, vaticinada como verdade absoluta. Tem gente que leva isso a sério. Discordo, e pronto. A felicidade é uma construção. E não pode ser confundida com alegria, esta sim, passageira. Mais ou menos assim: a felicidade produz alegria, mas a alegria necessariamente não produz felicidade. Ou então, o contrário: todos nos deparamos com momentos de tristeza, o que não se traduz em infelicidade. A dor passa. E se você é daqueles que sempre está à procura dessa tal felicidade, entenda que a felicidade não é uma busca, porque não está fora de nós.
C.Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 14h31
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O milagre
Sefalodeamorassimemendado É porque o amor tem pressa Corre horizontes Rouba todas as cores Para pintar arco-íris Em dias de solamores.
Sefalodeamorassimescuro É porque logo virá a lua Banhar promessas sem cabeça Que parecerão simples Como morar em marte.
Sefalodoamorassim É porque só juntos É possível.
C.Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 14h27
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