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Quis fazer um poema diferente, agressivo, para mostrar uma Santa Rosa que também existe e que todos fazem de conta que não vêem. É, como todas as cidades que crescem... temos luxos e...
Eu também vi
Eu vi a criança prostituída quase de graça não em POA, mas na madrugada da nossa praça. O menino pedir esmola na porta do mercado enquanto brincava com dois a ele igualados. Havia um bando musical no sol quase posto eram cinco bêbados, no centro da 10 de Agosto. Vi tanta gente com pressa, vi dinheiro a beça mudar de mão, pra comprar carro. Amar não. Ah! sim, vi o prédio quase cair de desleixo Vi isso e tantas coisas de fazer cair o queixo. E assim como eu, até houve mais indignação... E depois houve mais... ouve rádio, ouve televisão.
C.Martin
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 16h40
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Registro
Deus e os anjos travessos registram nossos amores em seus cadernos azuis
Lembro que naqueles dias os gramados eram nosso céu e éramos estrelas da constelação perfeita
O céu era o nosso mar onde deitados na relva tocávamos a água com as pontas dos dedos.
Sobre nossas cabeças, o universo era uma mera folha e nós, as canetas...
(Dé Rodrigues)
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 17h53
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Microconto
(Colorida)
Pediu-lhe o amigo, que lhe emprestasse o ombro. Deu-lhe o braço. De mãos dadas seguem. C.Martin
(POESIA) Desfile
frente a meus olhos desfilam memórias perdidas
partes ou tua vida que eu não vi que se perderam de ti e saltitam sobre o cimento do meu cérebro para atormentar meus dias.
Se papel, jogaria fora esconderia a chapa gráfica
se em mim, como extirpar os soldados de chumbo que desfilam baionetas agudas?
(Dé Rodrigues, colaborando C.Martin)
Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 17h03
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