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Metade Sol, Metade Lua
 

SEMENTES
os avós rasgavam a terra
para lançar o grão
colher o pão
encontrar à vida razão
 
herdei essa coragem
de forçar terrenos
abrir sulcos
lançar sementes
 
sem esperar colheita
que nem sei se virá
 
sei é que a vida
é mais indomável
que a aridez do homem
e ela não desistirá.
C.Martin


Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 13h18
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o show teve início...

 

Abra bem os ouvidos e a mente, deixe de lado a inocência/ingenuidade e acompanhe os horários políticos “gratuitos” e faça suas escolhas.

 

Seria uma boa se a Justiça mantivesse arquivo dos programas de rádio, tv, discursos e mídias impressas pelos candidatos, em qualquer esfera, e fizesse valer a fiscalização para penalizar aqueles que não cumprem com a palavra empenhada.

Perceba: se eu falto com a verdade, logo, estou agindo de má fé ou me vali da boa fé do outro, obtendo vantagem pessoal. Ou seja, cabe um processo criminal por falsidade ideológica, no mínimo. A questão é: quem monitoraria isso?

Poderia acrescer-se aí uma possível cassação diante do não cumprimento de “x %” da meta proposta (que sonho! São eles que fazem as leis). Ora, uma pessoa tem metas, uma empresa tem objetivos claros, uma instituição também, e há cobrança para lograr êxito. De modo que, nada mais justo, forçá-los a cumprir com os objetivos de campanha. No caso de quem exerce função pública, o trabalho quase sempre é até confirmar-se o resultado das urnas, daí vem o “ufa” de alívio e uma nova postura.

 

Em geral, as pessoas olham os programas eleitorais para escolher o melhor, e quase sempre acaba sendo o mais “anjo”. Bobagem, deveriam ver para descartar políticos. Assim ó: em Santa Rosa os buracos são tantos que é impossível não cair neles. Isso é fato e conversa em qualquer esquina. Se, se alguém prometer resolver o problema da buraqueira milagrosamente, é um mentiroso, e indigno do voto. Simples assim.

 

Já se fez a seguinte pergunta: se as eleições fossem abertas, sem candidatos oficiais, quem venceria? Lady Gagá, Fiuk, Faustão... aqueles que aparecem na TV e na net, sim, na internet, onde se liga a galera mais jovem e que faz a fama de alguns em um piscar de olhos. Fama e fortuna, quase sempre com grandes imbecilidades e futilidades.

E se fossem esses os eleitos, mudaria o país. Não! Nem para pior, afinal, pouco se aproveita do que está lá...

 

Falando em política local, algumas ideias partem da Câmara e que devem ser enaltecidas. Estou farto de ler sobre homenagens, destaques, sobre proposições completamente desnecessárias (digo aquelas que poderiam passar longe das tribunas). Mas elogio atitudes como a do Claudio Schmidt em mobilizar a comunidade para lutar pela segurança no trânsito na BR. Isso dá resultado, repercute, mexe com quem deve solucionar o problema.

Uma desta semana, do Valdecir Hemsig, é sensacional. Ele sugere ao município que instale climatizadores nas salas de aula das escolas geridas pela prefeitura, incluindo as creches. Fantástico. As escolas particulares já fizeram isso, quase todas com recursos das associações de pais. A realidade mostra verões muito quentes e invernos de enlouquecer, dias em que ficar sentado simplesmente torna quase impossível captar qualquer conhecimento. Se a Educação for prioridade, “está morta a cobra”.

 

Informações preciosas e de uso comum

Começou mais um censo demográfico. Ao contrário da ideia corrente de que é um levantamento para saber quantos são os brasileiros e onde moram, o trabalho é muito mais amplo. E, receber bem os agentes censitários é a ponta, a porta de entrada a um megaportal de informações, certamente o maior do país. É na resposta precisa que está o instrumento primeiro e maior do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Há anos fala-se que Santa Rosa tem 70 ou 80 mil habitantes. O último censo, de 2000, apontava 66 mil moradores, a imensa maioria na cidade. Na região toda, 2o municípios, apenas 229 mil pessoas. E esse dado preciso faz diferença, sim, porque o Governo Federal utiliza como instrumento para redistribuir recursos em todas as áreas, da Educação à Saúde.

Foi no compilamento destes dados e avaliando-os que estudiosos, professores e políticos concluíram que a região empobreceu nas últimas décadas ou que em determinados municípios a aposentadoria do INSS “salva a pátria” da economia. É a partir destas constatações que são possíveis ações de enfrentamento das mazelas e novas posturas.

Acessar o site do IBGE deveria ser algo comum a toda pessoa que vai investir, às entidades que desenvolvem ações em qualquer esfera, às empresas e até ao cidadão comum. Ali, estão disponíveis infindáveis dados sobre a população dos municípios e das regiões, a economia, as concentrações de renda, produtos da agricultura e das indústrias, enfim, uma gama de informações que, se empregadas adequadamente, podem fazer a diferença no sucesso ou insucesso de um empreendimento ou evento.

Vale o mesmo aos governos, das três esferas, e aos órgãos ligados a eles. Um olhar carinhoso e atencioso aos dados para que mudanças possam ocorrer para alterar as realidades, principalmente no acesso a condições dignas de vida. Se as autoridades tiverem senso, o censo pode ser muito útil.

 

 

Clairto M.



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 12h13
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A história que não conheço


O quanto nós conhecemos da história de Santa Rosa é quase sempre igual aos quantos anos vivemos aqui.

Eu, por exemplo, nasci em Senador Salgado Filho (ou Giruá). Fixei residência aqui em 1988, e não fosse o fato de trabalhar na imprensa, devo confessar que o conhecimento histórico local seria pequeno. Aprendi entrevistando pessoas para o Noroeste, revista Fenasoja e especiais de resgate. Assim entendi a história do trem, a magnífica figura do Virgílio Lunardi – um visionário, e tantos outros pormenores.


Santa Rosa está por completar oito décadas, oficialmente. Se levarmos em consideração o período de Vila 14 de Julho, é mais velha: são praticamente 100 anos. Mas, segundo a historiadora Tereza Cristhensen, havia além dos índios, outros habitantes nesta região antes da chegada dos demarcadores de terras, especialmente aqueles que queriam ficar longe da civilização e perto das rotas de fuga.


Fala-se muito da época da Guerra Mundial, da perseguição, especialmente aos “alemães”, e não se menciona mais as degolas – que muitos asseguram ter feito vítimas em área que hoje abriga vila da cidade. Li há pouco dois dos livros da saga de Artur Arão, bandido para alguns e Robin Hood para outros, natural desse Passo das Pedras e que fez muitas estrepulias na região, a começar por Santa Rosa e Santo Ângelo, área do Coronel Bráulio de Oliveira, seu inimigo mortal. É um espetáculo ler estas obras, não a tomando como verdade absoluta 9até porque são literatura), mas com um olhar geográfico e do contexto histórico da região, do Estado e do País.


Há muitos tesouros históricos que aos poucos desaparecem, como alguns nomes de vilas, ou a frase “vou para Santa Rosa”, que era dita por quem morava em Cruzeiro. Hoje esse dizer soa estranho, quase em desuso, mas há poucos anos era normal, como se realmente fossem cidades distintas. A Estação Esquina (Cruzeiro), o caminho antigo que levava a Passo das Pedras (Giruá), a vila Bello Centro (Tuparendi) e tantas outras memórias não podem perder-se no tempo.

Bem faz a Prefeitura ao chamar os idosos do município para elaborar um livro que vá resgatar parte dessas lembranças, convertendo-as em fato ou ao menos em algo mais palpável às gerações vindouras. Vale lembrar que nem sempre a verdade é suprema, sempre tem outro lado, pois da nossa querida Xuxa, ao goleiro Taffarel e ao nazista Mengele há sempre um “mas” em toda a história. Se disser que Taffarel nasceu em Tuparendi me apedrejam, e o mesmo se escrever que a Xuxa morou primeiro noutra casa, antes da “Casa da Xuxa”.

Mas a nossa história é rica. Riquíssima e aos poucos ganhará novos elementos. Eu estou curioso para ler este livro de memórias.



 



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 16h29
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Última semana para inscrever-se no Festival Estudantil

Encerra na sexta-feira da próxima semana, dia 20 de agosto, o prazo de inscrição para o 1º Festival Canto Livre da Canção Estudantil, evento que é promovido pela Gaia e a Lanterna Mágica, com aval da LIC e patrocínio exclusivo da GirandoSol, empresa de Arroio do Meio.

O projeto contempla estudantes de todas as séries dos ensinos Fundamental e Médio das redes municipal, estadual e particular matriculados em escolas de Santa Rosa. As inscrições são gratuitas podem ser feitas nas secretarias das escolas e utras informações podem ser acessadas no blog www.cantolivreestudantil.blogspot.com

Os alunos podem concorrer nas categorias séries iniciais, ensino fundamental e ensino médio, com apenas uma música por candidato. Haverá prêmios em dinheiro, nas duas apresentações: na sua fase e também na grande final.

Na grande final concorrem sete representantes de cada categoria, selecionados nas eliminatórias. Há todo um esforço concentrado para que os estudantes mobilizem suas agremiações, com prêmios em dinheiro às três melhores torcidas e também um home teather, um televisor e aparelho de dvd às escolas que representam.

 



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 14h46
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Por favor, não façam isso!

 

Não posso silenciar contra os atos de vandalismos culturais que seguidamente vejo em Santa Rosa. Refiro-me ao descarte de livros, revistas e publicações impressas, tão comuns em nossos dias.

 

Os papéis ocupam espaço nas estantes, nas caixas, nos aposentos semivazios e incomodam. Sim, são estorvos a quem não se relaciona intimamente com eles. Alguns flutuam ao cheiro do papel envelhecido, entram noutra dimensão. Já outros, pensam em querosene e um palito de fósforo.

Ah, a internet está substituindo os livros, e os assuntos todos podem ser pesquisados a pronta entrega. Em tese, sim. Daí, alguns entenderem que o impresso ultrapassado é lixo. É não. Vi na TV noutro dia a história de um lixeiro que montou uma biblioteca somente com o que encontrou nas coletas de trabalho. O inútil de uns tornou-se preciosidade a outro.

Claro que, entre o que tem ou não valor, entra muito do passional. Por isso, alguns não conseguem se desfazer de um dentinho do primeiro filho ao passo que outros atiram ao lixo a edição original de um livro ou LP. Se puséssemos preço, deveríamos levar em conta exatamente o contexto, os envolvidos e a paixão pessoal.

Uma breve busca na internet e encontramos leilões de obras de Picasso a 100 milhões de dólares (o que eu considero absurdo, embora o comprador certamente pense o contrário). Há quem pague fortunas por carros, por jóias, por coleções de selos... O preço está ligado à afetividade, sem dúvida. Quando o assunto é arte ou cultura, uma simples revista pode significar papel reciclável ou uma fortuna. E nem sempre a associação “fortuna” está ligada a valor monetário...

Exponho assim porque há poucos dias, eu, o Horácio (USES), o Sávio e mais alguns amigos, reviramos o “lixo” atirado à rua por uma das famílias mais tradicionais da cidade. Noite fria e nós com lanternas catando raridades, entre a indignação e o desespero de não conseguirmos abarcar tudo. Lixo, neste caso, era uma montanha enorme de livros datados do início do século passado, revistas praticamente intactas de edições de Manchete e Cruzeiro (dos anos 60 e 70), publicações originais, inclusive do exterior, sem contar as relíquias familiares como o caderno escolar da série inicial de um dos homens mais ilustres de um ministério em Brasília e registros de uma empresa fabulosa da cidade. Salvamos o que nos interessava: livros e revistas. O demais foi levado ao amanhecer pelos garis.

Para a família em questão, certamente as publicações eram lixo. Para nós, literatos e amantes das artes, uma relíquia sem preço. Há cinco anos, o Dr. Paulo Steffen doou o acervo do seu pai à Associação de Escritores, que por sua vez, por falta de espaço adequado, repassou à Biblioteca Municipal. Eram centenas de livros, intactos. Não faz muitos dias uma vizinha pôs na rua (para o lixeiro levar) duas caixas com livros (que felizmente salvei). Livro não é para alimentar fogo, é para alimentar a alma.

Não cometam esse crime contra a cultura... Quem tiver livros e revistas antigas, não jogue fora. Estou, junto com alguns amigos, montando a primeira biblioteca comunitária de Santa Rosa, na garagem da minha casa. Precisamos de doações. Então, liguem que recolho, busco tudo. Eu e esses malucos amamos os livros e salvar exemplares do inglório destino é um prazer, sem preço.

Aceito seus exemplares – 8138 3980.



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 14h44
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O que muda uma realidade

 

Volta e meia me perco em devaneios de questões que permeiam a educação. Em parte, porque minha formação é o magistério, e em parte por ver o desleixo com que esta área é tratada por sucessivos governos, no tocante a salários, negligências tecnológicas, turmas com excesso de alunos, etc. Muito embora veja-me obrigado a admitir que a gestão Federal foi estupenda a este setor, sem no entanto deixar de atentar que os avanços estão voltados especialmente aos cursos técnicos (meramente formadores mão de obra às empresas) e superiores, esquecendo uma outra parcela importante.

Começo por recomendar a todos que vejam o filme Escritores da Liberdade, recente e baseado em uma história real transcorrida após a violência racial norte-americana da década de 90. Bárbaro, mágico, focado na atuação do professor, levando em conta seu verdadeiro amor à causa, sua vocação e as problemáticas sociais de periferia. Claro que não sei a média salarial de um professor nos EUA, certamente não deve ser tal qual no Brasil, e talvez este fator possa pesar no resultado final. Infelizmente, é difícil acreditar na boa vontade dos governos quando você percebe um profissional com instrução apenas razoável ganhar mais que um educador após 17 anos de estudos. Professor no Brasil implora salário, infelizmente.

Mas esse fato não pode justificar todo o descalabro das notícias diárias envolvendo escolas, onde aluno agride a socos, ameaça com faca e até dispara em professor, ou o contrário – educadores capazes de causar lesão grave na pele de uma menina porque estava ridiculamente pintada com motivos góticos. A reação sem nenhuma inteligência evidencia também o despreparo profissional e emocional de quem deveria estar lá para instruir a jovem. Há mais coisa errada que a pífia atuação dos governos e a desestruturação familiar.

Aqui quero chamar atenção ao filme mencionado. Ele cala fundo. E aí, transfiro à nossa realidade. Em Santa Rosa, algumas escolas despontam muito bem devido à coragem e doação de seus professores, que realmente vivem seus projetos. Cito como exemplo a E.E.Pedro Meinerz que sob a tutela do professor Roque colocou Santa Rosa no mapa literário nacional, premiando inclusive alunos. Ou o Álvaro Perini e esse grupo que põem em evidência a E.M.Pedro Speroni no atletismo. Ou aqueles que apostam na Raul Oliveira, hoje destaque no basquete. Ou o Carlos Schüler, ou a Maria Inêz Pedrozo.... Ou... Exemplos não faltam.

Realidade social também se muda com esperança. Se o jovem, esse que está concluindo o Ensino Fundamental ou está no Ensino Médio, não puder sonhar com futuro algum, ele vai se envolver com o que não presta e vai se deixar levar pelo que é fácil, principalmente as drogas, com reflexos diretos nas salas de aula, com violência, falta de respeito e ignorância. Ele precisa sonhar com sua vitória: na dança, na música, nas letras, no esporte... e ele conseguirá fazer isso com a ajuda de bons professores.

O que muda uma realidade, e por via de consequência a escola, não é só o governo com seus subsídios salariais ou as grandes obras feitas na estrutura física. Tampouco a origem dos estudantes. Uma das principais fontes de mudança é o professor, o espelho que está à frente do quadro negro, ele que cativa e inspira.

Aquele educador que está apenas esperando o tempo se cumprir até a aposentaria, que não sabe mais porque está na sala de aula, este deveria ir para casa cuidar dos filhos, netos e quem sabe cães.

 

 



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 09h54
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Encontro Literário

É o fim do livro? O Futuro do livro e da literatura
Debatedores: Marcelo Spalding e Martha Bonotto.
Mediação: Larry Wiznievsky
Data: 06/08/2010
Hora:19h.30min
Local: Teatro do SESC Santa Rosa
Entrada Franca

Oficina Literária
Escrita Criativa
O objetivo da oficina é promover o desbloqueio criativo dos participantes para a escrita literária por meio do uso de outras linguagens,como cinema,música e pintura. As atividades práticas são embasadas em conceitos teóricos fundamentais como o do narrador, de verossimilhança, de intertextualidade, concisão, tempo e espaço.
Ministrante: Marcelo Spalding
Data 13 e 20/08/2010
Local: Sindicato dos Empregados no Comércio (ao lado do SESC)
Hora:19 às 22h
Entrada Franca (inscrições limitadas)

Paulo Joner (Keko)
Agente de Cultura e Lazer
pjoner@sesc-rs.com.br/ Fone (XX55) 3512-6044
Sistema Fecomércio - SESC/RS



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 16h11
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Você acredita nisso?

 

Sobre o casamento, não falta folclore... aquelas pitadas que de tanto ouvir acabam por tornar-se verdade. Pois, volta e meia um estudo mete a colher justamente onde não é chamado.

 

Um dos mais recentes apontou que a vida conjugal de amigos, parentes e colegas de trabalho pode ter muito mais influência sobre sua vida pessoal do que você imagina. Duvida? Nos Estados Unidos, mais de 12 mil pessoas foram acompanhadas desde 1948 e ficou evidente que assim como a obesidade e o mau humor, o divórcio também pode ser contagioso. Dizem os autores da pesquisa que os amigos mais próximos (incluindo parentes achegados) têm uma probabilidade 75% maior de se separar também. Efeito cascata. Isso talvez ajude a explicar o alto índice de divórcios no Brasil. E dá-lhe serviço aos advogados...

O resultado é parecido ao de estudos de obesidade, que sugerem que a companhia de pessoas magras influencia positivamente no emagrecimento e estar em grupo de gordinhos eleva o peso. Sobre o casamento, dizem que engorda, também comprovado por um destes estudos muito proveitosos... é nada: engorda é ver filme comendo pipoca e o chocolate quente, dormir todo o final de semana (substituindo as tradicionais procuras borboleta/beija-flor do tempo de solteiro)... vai que vai nesse estágio até tornar-se o sapo no canto do sofá.


 

A bota e a tatuagem

Em geral, o homem moderno caça com a arma bruta, como há 10 mil anos. Antes usava a clava, o arco, e depois a espingarda. Hoje usa o carro, a posse, o nome. É, há exceções, mas nem tantas...

A mulher não. Ela é sutil, e não derruba, amarra, amordaça, aprisiona, cativa (e mil verbos mais) o homem com o seu olhar. Ela derruba é no batom. Na fragrância que usa. No salto da bota. Ou na tatuagem, aquela, na linha onde o olho se perde! Se Deus já a fez tão poderosa em si só, quanto mais ainda com as armas que aprendeu a empunhar com tanta maestria.

E o fim é sempre o mesmo: casamento. Palavra chata, antiquada, da qual muitos dizem “fugir como o diabo da cruz”. Tudo conversa fiada. No fim das contas, todos os homens procuram a alma-fêmea para casar, ajuntar, “morarjunto”, se enroscar, etc e etc. Muda o termo, mas não o fato de que o homem/mulher não nasce para ser só.  

Ah, concluo estas linhas mencionando a quem ainda não o saiba que o Senado argentino aprovou nesta quinta-feira o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Comum em alguns países da Europa e em Estados norte-americanos, tão antigo quando a humanidade, a união de gays e lésbicas ainda vai dar muito pano para manga. No Brasil, vem pela frente os embates quanto à adoção de filhos por casais nestas condições. E, podem esperar mais trovões e tempestades... bem mais para divórcio que para casamento.

 

Ponto final:

Não há segredo para o casamento dar certo, há esforço.

 



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 11h38
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Os impedimentos, os gols anulados e a vida

Época de Copa do Mundo e os lances mais comentados raramente são os gols. Já perceberam isso? A atração está centrada ao bandeira que não validou o ataque, o juiz que deixou de dar um pênalti, a uma falta na origem da jogada que resultou em bola na rede. Ou são os gols em impedimento, a bola que bateu na trave, o segundo atrasado, tudo isso...
Por que nos apegamos a esses detalhes e aferramos discussão? Porque acreditamos que poderiam ter mudado a história final, revertido a derrota brasileira contra a Holanda ou evitado o vexame da Inglaterra. Os gols, ah, esses foram investidas que deram certo e são fato consumado, como o resultado final após o apito do árbitro e comentar o óbvio é sem sal.
As pessoas precisam dessa ilusão para continuar o embalo da vida, para assimilar uma derrota ou simplesmente para alimentar a ilusão de que valeu a pena. É quase como o passado, sempre romanceado pelo nosso cérebro, capaz de criar ilhas maravilhosas onde quase só havia caos. Ou o amor não curtido ao extremo ou não correspondido, sempre tão mais doce!!!!
xxx
A vida também nos apresenta os malandros, os mal-intencionados, os ruins, as derrapadas inoportunas e até aquela situação completamente normal (tipo a bola do primeiro gol da Holanda, fácil) que se transforma em drama e nos tira do eixo. É preciso driblá-los, deixando para trás  aqueles questionamentos acerca do emprego que não aceitei, o evento ao qual não fui, a gata(o) com a qual não saí.
xxx
A Copa, se olhada pelo ângulo da vida, nós dá muitas lições.  Uma delas é que fica na defensiva, vai hora acaba sofrendo um gol, porque os adversários estão muito equilibrados em qualidade. Não somos nós e o mercado de trabalho?
E, aprendemos que sair atrás significa correr o dobro para reverter o placar. Poucos conseguem, e quando o fazem, estão exaustos, sem condições de enfrentar a prorrogação – nada a ver com com a gente após uma certa idade?
Só há um jeito: estar preparado, física e psicologicamente. Não basta estar no lugar certo, é necessário ter competência para colocar a bola na rede ou como o Soares, do Uruguai, defender com unhas e dentes a sua meta, mesmo que isso implique em não participar de uma parte da festa. A questão é chegar lá.
xxx
O Jorge Viana atentou ao fato de que esta é a Copa da mão. Verdade! O que teve de gol com ajuda da “mãozinha santa”, tipo aquele golaço de placa do Luis Fabiano, é de perder a conta Aliás, começou antes, nas eliminatórias, em França x Irlanda...  Tem hora que uma mão “cai como uma luva”.
E a vida segue. Bola pra frente!

C.Martin



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 16h00
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(É ver se...)

Prefeito Orlando confirma mais R$1,5 milhão para o Centro Cultural

Desde o ano passado, o Prefeito Orlando Desconsi tem realizado inúmeras agendas em Brasília na busca de recursos para o Centro Cultural. Para a garantia de investimentos, o projeto teve que ser divido em etapas, já que seria impossível conseguir os R$ 4 milhões necessários, de uma só vez. Para a primeira fase, a base da construção, foram garantidos R$ 500 mil, em 2009, com o Ministério do Turismo.

Nesta segunda-feira(12), o Prefeito Orlando Desconsi recebeu mais uma boa notícia. O Secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, Sr. Henilton Menezes, confirmou um recurso de R$1,5 milhão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, órgão do Ministério da Cultura. Nos próximos meses, o Prefeito terá uma reunião, em Porto Alegre, com a equipe do IPHAN e do Ministério para verificar o projeto.

Segundo o Prefeito Orlando Desconsi, essa luta só terminará quando todos os recursos estiverem garantidos, “Estamos muito felizes por ter garantido neste período, R$ 2 milhões com o Governo Federal. Esse projeto irá proporcionar cultura e turismo para Santa Rosa e região, e por isso, é uma das prioridades do nosso Governo”. O recurso será utilizado para restauração da parte histórica(frente).

(Notícia divulgada pela Comunicação Social da Prefeitura de Santa Rosa)



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 14h38
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Roque Weschenfelder e seu mundo de impressões

 

Um evento marcante, que contou com a participação maciça dos alunos e professores da Escola Estadual Edmundo Pilz, além dos familiares e amigos pessoais, emocionou o próprio autor Roque Aloísio Weschenfelder, levando-o às lágrimas. Sem dúvida um lançamento literário com todos os ingredientes da arte, mesclando recital de poesias, música e teatro.

Aos 61 anos, 37 deles dedicados à carreira do magistério público e privado, o Professor Roque, como é conhecido, lança seu primeiro livro solo. Tem participações em dezenas de antologias, de Charles Kiefer às organizadas por universidades e secretarias de Cultura Brasil a fora, como mérito pela qualidade de seus textos e as mais de 50 premiações conseguidas, especialmente ao longo desta última década.

Mundo de Impressões” sai com sele da Biblioteca 21x14, com sede em São Paulo e tem forte conexão com as novas ferramentas, como o Amazon, site e blog. “São poemas interligados, onde o leitor poderá aportar em mundos diferentes, do amor à crítica social” sinalizou o autor ao fazer a apresentação da obra. O livro pode ser adquirido no site da editora (inclusive para leitura na net) ou com o Professor Roque.

 



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 13h02
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O cachorro faz na minha calçada

Eu sou o típico brasileiro eleitor. Descobri isso analisando uma esdrúxula situação pessoal e que nada tem a ver com a política, salvo, é claro, pela quantidade de cocô produzida.
Explico. Uma pessoa que reside perto de onde eu moro tem um cão dentro de casa. Nada demais, porque o canil da Pipoca (a nossa poodle) também fica na garagem durante o inverno. O fato é que esta “quase vizinha” larga o cão todos os dias para aquele passeio ao toalete... ele sai faceiro, abanando o rabo e plof-plof no gramado lá de casa. Pô, tem a rua, tem outros terrenos, mas o danado tem que fazer o serviço justamente na grama do Clairto, deixando aquelas montanhas marrons-esbranquiçadas secando ao sol. Com tanta terra tem que ser justamente aqueles centímetros quadrados que ele se esbalda.
Pois, não satisfeito com as peripécias anteriores, já por duas vezes o tipo foi lá e fez bem a 30 centímetros da porta. Assim, na maior cara dura – plof-plof -  tanto que para entrar em casa tivemos de saltar o “obstáculo”. A mais recente “visita” em frente à porta foi na semana passada. Eram 11 da noite, eu chegava com a Dé do trabalho dela, lutando contra o vento e um guarda-chuva quando me deparo com aquele monte, subdividido em frações. ECA!!!!
Ah, sim, fiquei fulo, pê da vida, como todo sujeito com o brio ferido. O primeiro pensamento foi: na próxima vez que enxergar aquele cusco, belisco ele com uma pedra, só para uma lição básica. O segundo pensamento foi mais tenebroso: vou pegar uma pá, recolher essa cacaca daí e levar até a calçada da madame dona do referido cão. A ideia era devolver o presente. Sim, porque só pode ser o mesmo peste de sempre, que fugindo da grama e da chuva foi plof-plof na porta da minha casa.

O que fiz? O que todo típico eleitor brasileiro faz. Fechei a porta, fui dormir o sono dos justos e na manhã seguinte removi dali a sujeira, sem um pio. E o traste do cão continua usando minha grama.

O que tem a política a ver com isto? Como assim? O brasileiro reage assim. Tem tanto canalha, corrupto, lacaio e sem-vergonha fazendo cacaca bem na cara da gente, sem pudor para esconder as tramóias e o máximo que se ouve é um “até tu Brutus?” ou “de novo aquele escroto”. É mensalão, é meia, é cueca, é senador, é deputado, é em todas as esferas, do Legislativo, ao Executivo e ao Judiciário. Mas quando chega a eleição, elege-se justamente o salafrário. 

Eles vão fazer plof-plof na grama, na porta, na cara do povo outra vez e haja pá para remover todas as cacacas dessa tropa.

Ah, ontem já teve um juiz do Supremo (nem precisa dizer qual, né?) que deu jeito de driblar a Lei da Ficha Limpa em benefício de um senador figurão. E ainda se fala em moralizar o país. Acreditar nisso é como acreditar que o Berlusconi não fez a farra com as mulheres brasileiras, como a imprensa anunciou. O Berlusconi, aquele santo, ele não...

Clairto M.



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 14h16
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Mostra de Curtas Da Paz

O Colégio Da Paz realizará novamente, creio que pelo terceiro ano seguido, o festival de curtametragens. Trata-se de uma importante mostra de vídeos produzidos por estudantes da 5ª série ao 3º ano, que envolve todos na confecção dos roteiros à interpretação, ao uso dos recursos técnicos, etc. Em 2009, após a edição dos filmes, o cineasta e jornalista Anderson Farias foi chamado para ministrar oficinas aos jovens e assim cooperar para que as produções deste ano sejam ainda melhores.
O resultado poderá ser apreciado na tela do Centro Cívico de Santa Rosa no dia 13 de julho, uma terça-feira. O ingresso é a doação de alimentos, destinados ao Lar da Ondina, entidade assistencial voltada aos idosos.
Vale a pena colocar a data da agenda.

E, em setembro tem Santa Rosa Mostra Gramado, no Centro Cívico, com o que de melhor rolar no Festival de Gramado.



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 15h23
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?


devagar se vai ao longe
diz um monge
que não precisa voar

quem pode mais, chora menos
diz quem tem veneno
suficiente para matar.

C.Martin


A imprensa e suas impertinências
Nós, os que fazemos imprensa – rádio, jornal, tv – à mesma proporção que somos, muitas vezes, idolatrados, somos igualmente odiados, mal-vistos, mal-falados. Isso ocorre porque é impossível contentar a todos , mas, principalmente, porque expomos determinados assuntos sob um ângulo que pode ter passado despercebido. Eu, Zelindo, Jairo, Brizola, Chiquinho, etc e etc, cutucamos nas feridas e isso “pega mal”.
Escrevo isso porque alguns “amigos” já me viraram a cara depois de algumas crônicas e textos. Mas escrevo especialmente para ir mais longe, para ir até Santana do Livramento. Na segunda edição deste ano, em férias naquela cidade, escrevi um texto que publicamos no Noroeste e no blog
www.martinede.zip.net focado nas diferenças entre Santa Rosa e a cidade fronteiriça. O impacto aqui foi bom, mas lá, foi excepcional – para bem e para mal. Soube que “fui amado” durante algumas semanas.
A crônica em questão foi lida em sessão na Câmara de Vereadores, foi lida ao vivo na rádio e republicada em veículo impresso em Santana. Causou certa movimentação porque aqueles que querem ver a cidade melhor, a usaram como ferramenta crítica, no sentido de conscientização àquelas verdades que lhes passam despercebidas diante do dia a dia. O que vi (e retratei) qualquer observador estranho à cidade perceberia.
Leio constantemente no Correio do Povo, no caderno Cidades, notícias de lá. Soube que implantaram um programa de fortalecimento ao turismo (uma crítica) e houve avanços na questão do lixo. Tudo isso se construiria sem a crônica, claro, mas a publicação gera o debate e este, atitudes.
Tanto é que noutro dia, uma pessoa vinda de Santana do Livramento, ligou-me em manhã de um sábado, alegando que queria conversar comigo pessoalmente. Gelei. Sério, pensei com meus botões: “lá vem bomba”. Fui surpreendido com o oposto. Era um cidadão preocupado com a área escolhida para ser a usina de separação de lixo do município, localizada – segundo ele - em terreno impróprio e que poderia afetar um dos mais puros mananciais de água (produto local que é considerado um dos mais puros do mundo). Trouxe cópias de artigos publicados em jornais, despachos ao Executivo, fotos de manifestações e pedia que escrevesse sobre o assunto porque isso repercutiria lá.
Fiquei devendo. Só estou escrevendo agora, e sob uma ótica diferente. Primeiro, para elogiá-lo e ao grupo, pela disposição em lutar por manter intacta a natureza daquela área que seria afetada. São poucos os que hoje se dispõem a comprar essas brigas. E, segundo, faço o registro de quão importante é o papel da imprensa, mesmo (e talvez principalmente) quando contestada. Amados ou odiados, antes de mais nada, coerentes com a verdade.

Isto posto,
quero elogiar a Administração Municipal pela colocação das dezenas de lixeiras adequadas e bonitas no Parcão e na Expedicionário Weber. É um parabéns sincero, de alguém que vê Santa Rosa como uma cidade única e maravilhosa.



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 14h18
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Livro aborda a Seguridade Social

Professor e gerente do INSS de Santa Rosa, Uziel Damasceno Pinto prepara-se para o lançamento do livro “Políticas de Seguridade Social”. O evento acontecerá na próxima terça-feira, dia 29, às 19h30min no salão de atos do Campus II da FEMA (Dom Bosco). A publicação é uma parceria com a instituição de ensino superior onde Uziel inclusive ministra a disciplina sobre este conteúdo específico aos acadêmicos do Serviço Social.
O livro aborda as políticas de seguridade social no Brasil, com base no tripé saúde, assistência social e previdência. O eixo central está em detalhar a história, os fundamentos, a organização, os benefícios da seguridade social, com ênfase especial ao exercício profissional do assistente social. Trata-se de um olhar amplo, que passa pelo SUS, pelo INSS, aposentadorias, auxílios, pensão, perícia médica e outros tantos tópicos, que não interessam apenas aos estudantes e profissionais que atuam nesta área, mas são comuns a todos os brasileiros usuários dos serviços públicos que garantem a integridade dos cidadãos.
Uziel Damasceno Pinto é administrador de empresas, professor universitário, gerente do INSS local e teólogo. Pós-graduado (MBA) Executivo de Negócios e cursa outra especialização em Direito Previdenciário.
Capa do livro ou foto dele.

 

COLUNA
Festa, passividade ou mudanças?

Em forma de pergunta o título para que mergulhe o leitor na análise do seguinte: por que o país para durante os jogos da Seleção Brasileira em disputa da Copa do Mundo?
E não é desta copa. É de qualquer uma, desde que tenho lembrança pelo menos. Na terça-feira desta semana, na estreia contra a Coreia do Norte – partida sem relevância – e Santa Rosa ficou paralisada em plena metade da tarde para ver a Seleção Canarinho em campo. Centro vazio, lojas fechadas, construções sem obreiros e foguetes lançados, inclusive antes dos gols. Seria demais afirmar que dos 200 milhões de habitantes do Brasil, talvez uns 100 milhões tenham acompanhado as transmissões da TV?
Santa Rosa é uma mostra em diminuto tamanho do que é Rio Grande do Sul e o Brasil todo em dias de Copa do Mundo em que a Seleção esteja atuando. Todos vestimos chuteiras. Mobilização total. Tudo para e as cores nacionais aparecem em chinelos, bandeirolas e até roupas íntimas. É um exemplo de amor pátrio sem medidas e digno de figurar no Guiness Book. Tudo isso é louvável, mas... 
Em meio ao clima de euforia, sempre tem alguém para cortar o barato, né? Ocorre que chama atenção a qualquer pessoa crítica – ou a um estrangeiro que a cá venha – esse comportamento. Nesse período, os outros assuntos ou não têm importância ou têm insignificante. Época de Copa do Mundo é tempo em que não há crimes, nem problemas na saúde pública, nem miséria, nem politicagem... É festa, e até os bandidos devem vestir verde-amarelo.
E não é assim em todos os lugares do mundo.
Imagine se esse senso de mobilização coletiva, de paixão pelo país, fosse canalizado para clamar por justiça, por segurança pública ou ética na política. Arrepia-me pensar na possibilidade de ver 100 milhões de conterrâneos nas ruas ou engajados em uma luta capaz de mudar o sistema. Cabe então questionar: o brasileiro é passivo? A sociedade está diferente? Ou tudo é festa para um povo que sempre teve vida dura? Ou talvez, uma junção dos três.
Na Espanha, há alguns anos, uma mentira a três dias das eleições derrubou o candidato governista e que estava em franca vantagem. Como: com milhões de mensagens e emails, em corrente, convocando os eleitores a mudarem sua escolha porque quem mente ao povo não merece estar no poder (que limpeza se acontecesse aqui!!!). Simples assim. Quando a população decide tomar as rédeas na mão, não há governo ou poder que possa contra.



Escrito por Por Cê Martin e Dé Rodrigues às 14h14
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